Believe it is possible

"Se confiança fosse realmente importante as pessoas não magoariam àquelas que um dia depositaram toda sua crença nelas. Hoje, minha descrença com pessoas é muito maior que com sonhos. Sonhos são intangíveis, distantes, mas são verdadeiros dentro de nós; se pode controlar. Pessoas não."

Maxwell Santos (via pensando-so)
Quote em 30/Mayo/12 (Miércoles) | 18 notas | Reblog

"Porque você não faz parte da minha vida e eu não me importo mais com isso, já tinha me curado do vicio de falar sobre você e de pensar em você. Más depois que sonhei com você, sonho esse que estou quase me convencendo que foi o meu subconsciente, me dizendo que eu não me curei porra nenhuma e que eu amo você de uma maneira incrível e contraditória."

— Tati Bernardi (via sentimentos-torturados)

(vía desapegar-se)

Quote em 29/Mayo/12 (Martes) | 831 notas | Reblog

boanoitecinderela:

A luz fraca do abajur na cabeceira da cama era o suficiente para iluminar as páginas amareladas de meu pequeno diário empoeirado dentro do baú. Há muito decidira deixá-lo ali, prisioneiro da escuridão, para jamais libertá-lo. Mas esta era uma daquelas noites. Essas madrugadas, tão frias e tristes, tão intensas e maldosas, pouco eram comentadas, porém eram muito conhecidas. Noites como esta dilaceram o coração dos solitários e angustiam a saudade dos ausentes. De um pequenino grão de poeira nascia a tristeza, e a multiplicava até nada haver pela casa além de grãos, abrindo cicatrizes esquecidas nos confins do pretérito. O pouco transformava-se em muito. Onde não havia nada, pesava, pesava e pesava, até as pernas fraquejarem e os joelhos baterem com força no chão. E ali permanecia até ter nos braços os desenho do piso, os cabelos escondendo o rosto, a incapacidade de transbordar a angústia pelos olhos e livrar-me daquela dor aguda dentro do peito.

Esta era uma daquelas noites. Repetia uma, duas, três vezes. Vasculhava razões para abrir o diário que continha toda a dor do mundo, talvez um pouco de outros. Reler um diário é como entrar em uma máquina do tempo capaz de trazer todas as sensações com o gosto amargo do arrependimento. Com o resquício de coragem que permanecia, abri. Na primeira página, havia o desenho de um sorriso. “Excitada estou por começar esse relato de todas as aventuras futuras que viverei”, escrevera em letra de mão com tinta vermelha. Lembro-me bem de minha mania. Quando feliz, escrevia em tinta vermelha e letras grandes - essa era minha forma de gritar ao mundo alegria. Quando triste, tinta negra com letras pequeninas, tentando esconder do papel aquilo que lhe confidenciava. Essa era minha maneira de comunicar-me em segredo com quem quer que fosse. Sentia que, assim, era justa, dando a chance de me decifrarem. Ninguém nunca conseguiu tal proeza. Após as quinze primeiras folhas, todas - sem exceção - estavam escritas com tinta escura.

 Apertei o caderno entre os dedos uma última vez, e mergulhei no mundo que tanto lutara para fugir. Senti o cheiro do campo após o temporal. Corri com os pés descalços pelos portões de minha antiga casa, só para ver aquela antiga paixão de menina passar. As bochechas pintaram-se em tom rosado quando o moço, nitidamente lisonjeado, acenou-me do outro lado da rua, e acenei de volta. Gestos devolvidos raramente apareciam entre aquele embaralhado de palavras, fotografias e desenhos. “Lhe devolvi o aceno, porém não fora o suficiente para devolver-me o coração”, li devagar, degustando cada letra, acento e grafia. No canto da folha, a marca de uma lágrima gritava por atenção, levando-me para o exato momento em que escrevi as amargas palavras. Doeu-me como na primeira vez. Pulei para a última página do diário, ainda em branco, razão desconhecida por mim, que tanto escrevera ali. Procurei pelo quarto caneta na cor azul - ainda em análise sobre o significado -, e escrevi da melhor forma que encontrei: “Não existe fim. Mesmo se pintarmos um ponto final na frase, não termina. Permanece, prossegue nas entrelinhas. Até o mais antigo dos sentimentos, quando relembrado, desperta, sente-se esperançoso, nos dói. E mesmo assim, o fazemos. Relembramos, revivemos. Abrimos diários e sentimos odores, paladares, polegares, apertos. Escancaramos o coração para sentir a nostalgia alegrando-nos, apesar da certeza do final sombrio. Porque o vazio nos rasga. E sentir dor é absolutamente mais agradável do que a angústia de nada sentir”. 
Gabriela Santarosa 


Foto em 29/Mayo/12 (Martes) | 198 notas | Reblog

(vía desapegar-se)


Foto em 27/Mayo/12 (Domingo) | 19 008 notas | Reblog

"Algumas pessoas não aprendem o que é o amor dentro de casa, nem na escola, nem em qualquer lugar onde existam paredes, eu acho. Vai ver foi por isso que eu pulei todos os muros, derrubei todas as paredes, me esfarrapei em todas as cercas de arame que já tentaram me vedar, me padronizar, me deixar igual a todo mundo. A rua foi a única coisa que já me amou como eu sou, como eu consegui ser."

— (Gabito Nunes)

(vía desapegar-se)

Quote em 27/Mayo/12 (Domingo) | 156 notas | Reblog

"Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo."

Caio Fernando Abreu  (via mon-amour-cheri)

(vía mon-amour-cheri)

Quote em 26/Mayo/12 (Sábado) | 472 notas | Reblog
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Ciúmes: lindo pra quem vê, agoniante pra quem sente.

Já falei “Descer pra baixo” ao envés de “Descer “

Se confiança fosse realmente importante as pessoas não magoariam àquelas que um dia depositaram toda sua crença nelas. Hoje, minha descrença com pessoas é muito maior que com sonhos. Sonhos são intangíveis, distantes, mas são verdadeiros dentro de nós; se pode controlar. Pessoas não. Maxwell Santos (via pensando-so)

hollywood-roses:

own, que lindos ♥

(vía sweet-axl)

A educação é precária, a saúde nem se fala, segurança é quase inexistente. Mas chega em dia de futebol, você vê pessoas pedindo pro Brasil não as envergonharem. NÃO TEM NADA ERRADO AI NÃO?

Porque você não faz parte da minha vida e eu não me importo mais com isso, já tinha me curado do vicio de falar sobre você e de pensar em você. Más depois que sonhei com você, sonho esse que estou quase me convencendo que foi o meu subconsciente, me dizendo que eu não me curei porra nenhuma e que eu amo você de uma maneira incrível e contraditória. — Tati Bernardi (via sentimentos-torturados)

(vía desapegar-se)

boanoitecinderela:

A luz fraca do abajur na cabeceira da cama era o suficiente para iluminar as páginas amareladas de meu pequeno diário empoeirado dentro do baú. Há muito decidira deixá-lo ali, prisioneiro da escuridão, para jamais libertá-lo. Mas esta era uma daquelas noites. Essas madrugadas, tão frias e tristes, tão intensas e maldosas, pouco eram comentadas, porém eram muito conhecidas. Noites como esta dilaceram o coração dos solitários e angustiam a saudade dos ausentes. De um pequenino grão de poeira nascia a tristeza, e a multiplicava até nada haver pela casa além de grãos, abrindo cicatrizes esquecidas nos confins do pretérito. O pouco transformava-se em muito. Onde não havia nada, pesava, pesava e pesava, até as pernas fraquejarem e os joelhos baterem com força no chão. E ali permanecia até ter nos braços os desenho do piso, os cabelos escondendo o rosto, a incapacidade de transbordar a angústia pelos olhos e livrar-me daquela dor aguda dentro do peito.

Esta era uma daquelas noites. Repetia uma, duas, três vezes. Vasculhava razões para abrir o diário que continha toda a dor do mundo, talvez um pouco de outros. Reler um diário é como entrar em uma máquina do tempo capaz de trazer todas as sensações com o gosto amargo do arrependimento. Com o resquício de coragem que permanecia, abri. Na primeira página, havia o desenho de um sorriso. “Excitada estou por começar esse relato de todas as aventuras futuras que viverei”, escrevera em letra de mão com tinta vermelha. Lembro-me bem de minha mania. Quando feliz, escrevia em tinta vermelha e letras grandes - essa era minha forma de gritar ao mundo alegria. Quando triste, tinta negra com letras pequeninas, tentando esconder do papel aquilo que lhe confidenciava. Essa era minha maneira de comunicar-me em segredo com quem quer que fosse. Sentia que, assim, era justa, dando a chance de me decifrarem. Ninguém nunca conseguiu tal proeza. Após as quinze primeiras folhas, todas - sem exceção - estavam escritas com tinta escura.

 Apertei o caderno entre os dedos uma última vez, e mergulhei no mundo que tanto lutara para fugir. Senti o cheiro do campo após o temporal. Corri com os pés descalços pelos portões de minha antiga casa, só para ver aquela antiga paixão de menina passar. As bochechas pintaram-se em tom rosado quando o moço, nitidamente lisonjeado, acenou-me do outro lado da rua, e acenei de volta. Gestos devolvidos raramente apareciam entre aquele embaralhado de palavras, fotografias e desenhos. “Lhe devolvi o aceno, porém não fora o suficiente para devolver-me o coração”, li devagar, degustando cada letra, acento e grafia. No canto da folha, a marca de uma lágrima gritava por atenção, levando-me para o exato momento em que escrevi as amargas palavras. Doeu-me como na primeira vez. Pulei para a última página do diário, ainda em branco, razão desconhecida por mim, que tanto escrevera ali. Procurei pelo quarto caneta na cor azul - ainda em análise sobre o significado -, e escrevi da melhor forma que encontrei: “Não existe fim. Mesmo se pintarmos um ponto final na frase, não termina. Permanece, prossegue nas entrelinhas. Até o mais antigo dos sentimentos, quando relembrado, desperta, sente-se esperançoso, nos dói. E mesmo assim, o fazemos. Relembramos, revivemos. Abrimos diários e sentimos odores, paladares, polegares, apertos. Escancaramos o coração para sentir a nostalgia alegrando-nos, apesar da certeza do final sombrio. Porque o vazio nos rasga. E sentir dor é absolutamente mais agradável do que a angústia de nada sentir”. 
Gabriela Santarosa 

Algumas pessoas não aprendem o que é o amor dentro de casa, nem na escola, nem em qualquer lugar onde existam paredes, eu acho. Vai ver foi por isso que eu pulei todos os muros, derrubei todas as paredes, me esfarrapei em todas as cercas de arame que já tentaram me vedar, me padronizar, me deixar igual a todo mundo. A rua foi a única coisa que já me amou como eu sou, como eu consegui ser. — (Gabito Nunes)

(vía desapegar-se)

Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo. Caio Fernando Abreu  (via mon-amour-cheri)

(vía mon-amour-cheri)